CLIPPING – GAZETA DE LIMEIRA – TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Mãe vira ré por tentativa de homicídio doloso contra filha

Por Bruna Lencioni, da Gazeta de Limeira

O juiz da 2ª Vara Criminal, Luiz Augusto Barrichello Neto decretou ontem a prisão preventiva de P.S.S.A., 20, a mãe acusada de espancar a filha de oito meses em Iracemápolis. A decisão foi tomada pelo magistrado, que acolheu denúncia oferecida pelo promotor Adolfo César de Castro e Assis – apontando que P. deve responder pelo crime de tentativa de homicídio doloso, quando há a intenção de matar. O promotor disse que denunciou P. com base na investigação da Polícia Civil, que prendeu a mãe no último dia 3, depois que Barrichello decretou prisão temporária devido às suspeitas de que ela foi a responsável pelas agressões ao bebê, ainda internado na Santa Casa de Limeira. A criança foi levada ao hospital há cerca de 20 dias, apresentando ferimentos na cabeça. Os médicos realizaram intervenção cirúrgica no bebê, que se recuperou e foi liberado. Dois dias antes de P. ter a prisão temporária decretada, a avó da criança, moradora de Limeira, recebeu telefonema informando que buscasse a neta em Iracemápolis, pois a mesma estaria passando mal. O bebê foi novamente conduzido à Santa Casa e nesta ocasião, os médicos constataram que ele apresentava ferimentos internos na cabeça, fruto provavelmente de pancadas e decidiram por uma nova cirurgia. Os dois braços da menina estavam fraturados também, sendo que um deles já apresentava o problema na primeira internação. Interrogada, a mãe explicou nas duas ocasiões no hospital que o bebê teria caído do carrinho e, em seguida, sofrido convulsões. NOVA VERSÃO DA MÃE Mas, segundo o promotor, ela acabou confessando à polícia a autoria das agressões, que sofria de arrependimento após cometê-las e sentia vontade de acabar com a própria vida. Agora, P. já é alvo de ação penal na Justiça e deve permanecer presa por tempo indeterminado. O padrasto da criança, que vivia com P., não está sendo alvo de investigação, pois a mulher afirmou que ele não teve responsabilidade sobre nenhuma das agressões. A Vara da Infância e Juventude, assim como o Conselho Tutelar, acompanha a situação da criança, cuja guarda foi destituída da mãe – passando ao Estado a responsabilidade sobre a integridade dela.

Publicado originalmente na Gazeta de Limeira de 13 de fevereiro de 2010.

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